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quinta-feira, 3 de março de 2011

AINDA...


 Vinícius Martins
Este Poema Recebeu Menção Honrosa no 9º Prêmio Missões – Rio Grande do Sul, 2006

Ainda que tu não enxergues
Todo amor que sinto por ti,
Continuarei te amando.

Ainda que tu não enxergues
Todo amor que dedico por ti,
Continuarei te amando.

Ainda que não expresses
Com gestos ou palavras
O amor que sentes por mim,
Continuarei te amando.

Ainda que entendas que amar
É abrir mão de certas coisas para ganhar outras
Que são maiores que se possa imaginar,
Continuarei te amando.

Ainda que não conseguimos nos entender,
Continuarei te amando.

Ainda que não percebas
Quando estou precisando de um afago,
Continuarei te amando.

E ainda, se no futuro,
Deixares de fazer parte da minha vida,
Continuarei te amando.

Pois já fazes parte da minha própria vida!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

NOVA VIDA


O que posso dizer sobre essa meninice que é a velhice

 

Uma fase nova da vida
Que parecemos voltar à infância.
Aprendemos caminhar diferente,
Enxergando a vida com outros olhos.


Com a sabedoria de tantos anos adquiridos
Damos passos firmes a essa nova idade
Aonde a vida só esta começando.

Nela firmamos amores ou descobrimos outros,
Muitas vezes somos esquecidos,

Mas quando lembrados,
A felicidade não tem explicação.

Assim é a melhor idade,
Com seus altos e baixos,
Mas com a consciência 
De que não é o fim,
Mas o começo de uma nova vida.

Vinícius Martins

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AMAR... AMAR...



Sangue quente nas veias da paixão,

Vida que desabrocha cheia de ardor.

Amor enlouquente que faz perder a razão,

Intrépido coração que pulsa com fervor.

                                         Vinícius Martins 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

NADA SEI, MAIS SEI!



Nada sei do mundo que vivo
Nada sei da vida do mundo
Nada sei do amor profano
Mais sei do amor profundo

Nada sei da amizade abstrata
Nada sei onde ela passa
Nada sei de sua hipocrisia
Mais sei do que se trata

Nada sei de política
Nada sei de legislação
Nada sei de CPI
Mais sei de corrupção

Nada sei da miséria do povo
Nada sei da lágrima que cai ao chão
Nada sei da dor que dói da fome
Mais sei que é responsabilidade de toda nação

Nada sei do ato em cena
Nada sei da Arte
Nada sei da Cultura
Mais sei que esta em toda parte

Nada sei das ondas do mar
Nada sei do percurso do rio
Nada sei do meio ambiente
Mais sei que temos que preservar

Nada sei de nada
Mais mesmo assim ainda sei.

Vinícius Martins

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ergues da Justiça a Clava Forte



Mundo de hipocrisia
Onde o homem se destrói,
Sua ganância é lamentável.

Vendem suas filhas
A preço de banana, na prostituição, na exploração do trabalho infantil
Crianças sem direito a sonhos e esperanças,
E será que suas mães têm preço?

Com dinheiro corrompe-se até os mais virtuosos
Que não são tão virtuosos assim
Já que deixaram seus princípios éticos de lado
Por causa de uma posição social.

Que mundo é esse de pessoas mesquinhas
Onde o que vale é o poder
E a moral é apenas um sonho distante.

Vida ingrata que maltrata,
Esborracho-me nas curvas do destino,
Desnorteado tento levantar.

Morrer é mais fácil do que viver,
Morrer é dar fim ao sofrimento
É repousar o corpo cansado, estraçalhado pela vida.

Viver feliz é a ilusão que os bonecos de ventríloquo
Tem em sua mente, pois como ser feliz
Sendo manipulado diariamente.

Eu não vivo, sobrevivo,
Transito em meio à sociedade arrogante
Onde o único culpado é o ser mais racional,
O bicho homem.

Antes jovens iam as ruas lutar pelos seus direitos,
Os Caras Pintadas mudaram a história de um país.
Hoje os Caras Internautas se acomodam na frente de um computador
Mandando e-mails achando que vai resolver alguma coisa.

Temos que ir para as ruas lutar novamente, mostrar a nossa cara!
Cara de brasileiro “De um povo heróico o brado retumbante”
Orgulhoso pelas suas conquistas que “Conseguimos conquistar com braço forte”.

E que agora mais fortes do que nunca, a lutar por um país ainda melhor!

“- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme quem te adora, a própria morte.”

“Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!”


Autor: Vinícius Martins